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Matéria
publicada no Jornal da Tarde, de 08/12/09 - 11A
Tucano
libera R$ 440 mi para grandes credores
Dois dias antes de a PEC dos Precatórios ser aprovada
no Congresso, na última quarta, o governo José Serra (PSDB)
liberou R$ 440 milhões para pagar títulos não-alimentares
ligados ao Departamento de Águas e Energia Elétrica e Departamento
de Estradas de Rodagem. O pagamento foi criticado por credores de precatórios
alimentares, que acusam o governo de antecipar a liberação
de recursos devido à aprovação da emenda.
A PEC dos Precatórios prevê mudanças
n o pagamento das dívidas. Precatórios alimentares se referem
a ações trabalhistas, e não alimentares se aplicam
a casos como desapropriação de terras. Entre mudanças
previstas, está limites para o comprometimento dos orçamentos
estaduais e municipais para o pagamento de precatórios. Ou ainda
a possibilidade de 50% das dívidas serem pagas pela ordem cronológica,
enquanto a outra metade poderá ser quitada por meio leilão
ou conciliação.
O texto prevê também prioridade ao pagamento
das dívidas alimentares e para credores idosos ou portadores de
doença grave. O vice-presidente do Movimento dos Advogados em Defesa
de Credores Alimentares, Carlos Toffoli, acusa o governo de priorizar
pagamentos a empreiteiras. Segundo ele, R$ 140 milhões seriam suficientes
para quitar precatórios alimentares do ano de 1998.
A Procuradoria-Geral do Estado nega que o pagamento foi
antecipado e alega que recursos liberados são para requisições
de pequeno valor em 511 processos de 7.165 credores, que somam R$ 49 milhões.
Também há pagamento de décimos constitucionais de
1.474 precatórios, de cerca de R$ 390 milhões.
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Decálogo
a
ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas
de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais
1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;
2
Se não houver pessoa responsável
pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;
3
Se não houver pessoal de secretaria,
de acordo com o módulo, não haverá entrega
de documentos na DE;
4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática,
o local não será utilizado;
5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos
no prédio escolar,
não haverá consertos;
6
Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio
não será pintado;
7
Se não houver verba para a contratação
de contador para as escolas, não haverá prestação
de contas à FDE;
8
Se não houver verba suficiente para a contratação
de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;
9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;
10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar
a escola à comunidade, não serão realizadas
A
nossa escola é, por previsão constitucional, pública
e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos.
Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens
acima, deverão ser objetos
de ofícios da direção às Diretorias
Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor
de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores
associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto
de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia
ao Ministério Público e propositura de Ações
Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento
das suas obrigações para com as unidades escolares
e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.
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