Valorização
Salarial: Estudo e Proposta 
Uma
política de valorização salarial dos Especialistas de Educação
deveria levar em conta: 1-
um referencial; 2- uma programação para atingir esse
referencial. Nesse
sentido, a nossa proposta é a de que o referencial seja a Prefeitura do
Município de São Paulo, que vem tendo uma atitude bastante positiva
e sensata com relação à situação salarial dos
seus professores. Com
relação a uma programação para atingir essa meta(
o referencial), a nossa proposta é que a cada ano o Governo reponha a inflação
do ano anterior e conceda um pequeno reajuste, como forma de recuperação
salarial. Traduzindo
essa proposta em números, teríamos o seguinte: 1-
Um diretor de escola do Estado tem um piso salarial de R$ 1.436,96. Por piso,
entenda-se o salário-base, sem o acréscimo de nenhum benefício;
2- Um diretor de escola da Prefeitura da cidade de São Paulo
tem um piso salarial de R$ 2.002,50. Idem, observação anterior;
3- Portanto, a diferença entre um e outro é de R$ 565,54;
ou seja, o diretor da prefeitura ganha 39,35% a mais que o do Estado;
4- Dividindo-se 39,35% por 4, que é o total de anos do mandato do
Governador, teríamos 9,83%; 5- Nessa linha, os especialistas
deveriam ter, todos os anos, a reposição da inflação
do período anterior, mais 9,83% de reajuste; 6- Ao final
do mandato, sem estourar orçamentos e previsões do Governo, os especialistas
de educação terão tido uma política de recuperação
salarial, além da recuperação salarial em si. Cabe
ressaltar, ainda, que para a concessão daqueles reajustes, o Estado poderia
lançar mão também da incorporação das gratificações
que eventualmente já venha concedendo, o que teria um impacto menor nos
novos gastos, por já ser uma despesa programada e corrente |
Decálogo
a ser
seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura
das Escolas Públicas Estaduais 1
Se não houver merendeira na escola, não
será fornecida a merenda;
2 Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca,
ela permanecerá fechada; 3
Se não houver escriturários e secretário, de acordo
com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;
4 Se não houver verba
para compra de material e manutenção da sala de informática,
o local não será utilizado; 5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio
escolar, não haverá consertos;
6 Se não houver recursos para pintura do prédio,
o prédio não será pintado;
7 Se não houver verba para a contratação
de contador para a escola, não haverá prestação de
contas à FDE; 8 Se
não houver verba suficiente para a contratação de funcionários
pela CLT, o dinheiro será devolvido;
9 Se a mão-de-obra provisória não
for qualificada, será recusada; 10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola
à comunidade, não serão realizadas A
nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita.
Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão
ser objetos de ofícios da direção
às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o
diretor de eventuais responsabilidades administrativas. Toda e qualquer ameaça
de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas
atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato,
seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de
Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento
das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos
causados à comunidade escolar. |