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São
Paulo, 17 de agosto de 2.009.
Ofício n° 089/09
Excelentíssimo Senhor,
Esse Sindicato vem à presença de Vossa Excelência
para denunciar a extrema crueldade no tratamento salarial dispensado aos
aposentados e pensionistas do suporte pedagógico do magistério
oficial.
Durante os três anos e meio do governo de Vossa Excelência,
diretores e supervisores do magistério oficial, aposentados, foram
e estão sendo sistematicamente excluídos de todos os benefícios
concedidos ao pessoal da ativa.
Nesse período, os aposentados tiveram tão
somente a incorporação do GTE (no valor de R$ 80,00) e 5%
de reajuste, no ano de 2008, o que totalizaria pouco mais de 8%, entre
janeiro de 2007 e agosto de 2009.
Como os aposentados não têm as gratificações
e não recebem o bônus, há uma discrepância muito
grande entre os seus proventos e os salários do pessoal da ativa
(que, diga-se de passagem, também são ruins).
Não há a menor dúvida de que os profissionais
da ativa precisam ser valorizados, e cada vez mais. O que não se
pode conceber é tamanha discriminação contra o aposentado.
Muitos desses profissionais construíram a história
da educação pública nessas últimas décadas
o que, por si só já os fariam credores do respeito e da
atenção de Vossa Excelência.
Hoje, são um grande exército de eleitores
e de formadores de opinião.
Por essas razões, solicitamos de Vossa Excelência
especial atenção para a trágica situação
salarial desses profissionais e a concessão, em caráter
de urgência, de um reajuste nos seus proventos, que, no mínimo,
reponha as perdas do período.
Na expectativa de pronto atendimento,
Respeitosamente,
Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto
Presidente
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Decálogo
a
ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas
de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais
1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;
2
Se não houver pessoa responsável
pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;
3
Se não houver escriturários e secretário,
de acordo com o módulo, não haverá entrega
de documentos na DE;
4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática,
o local não será utilizado;
5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos
no prédio escolar,
não haverá consertos;
6
Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio
não será pintado;
7
Se não houver verba para a contratação
de contador para as escolas, não haverá prestação
de contas à FDE;
8
Se não houver verba suficiente para a contratação
de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;
9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;
10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar
a escola à comunidade, não serão realizadas
A
nossa escola é, por previsão constitucional, pública
e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos.
Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens
acima, deverão ser objetos
de ofícios da direção às Diretorias
Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor
de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores
associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto
de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia
ao Ministério Público e propositura de Ações
Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento
das suas obrigações para com as unidades escolares
e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.
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