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A decadência da escola,
essa frágil instituição
FÁTIMA SOARES
RODRIGUES
Houve tempo em que a
escola era lugar de encontro, espaço de aprendizagem e troca
de experiências: de vida e de cultura. Era considerada a extensão
do lar, isto é, nela eram enfatizados e colocados em prática
os valores adquiridos em casa, como respeito, higiene, honestidade,
afeto e solidariedade.
Ela continua sendo, porém,
há tempos que a primeira educação, provinda
do lar, foi terceirizada, sendo delegada a outros a transmissão
dos valores que deveriam ser adquiridos no berço. E aos pais
coube a tarefa de defender seus filhos em qualquer hipótese,
exercendo sua autoridade por meio do endosso das ações
dos filhos, ainda que essas ações não condigam
com os valores morais que deveriam ser transmitidos pelos pais.
E, assim, assistimos horrorizados a educandos desafiando educadores.
Utilizam frases do tipo: "Você sabe com quem está
falando? Sou filho de fulano de tal, que vai meter um
processo em você e até tirá-lo da escola".
E vimos, estarrecidos, professores doentes, sem motivação
para lecionar, ou sem condições de exercer o magistério,
pois qualquer advertência ao aluno ou suspensão dele
podem resultar em perseguição.
Quantas agressões
ao ambiente escolar são desferidas pelos próprios
alunos: pichações, incêndio de lixeiras e tantas
outras. Salvemos as nossas escolas. Seja pública, seja particular,
é dela que herdamos os aprendizados, os amigos e as melhores
recordações do nosso evoluir físico, social
e profissional na sociedade!
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