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Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, de 09/02/10 Serra estuda pacote para atender servidores Para evitar deflagração de greves em março, governo planeja gastar até R$ 730 milhões com gratificações ao funcionalismo Proposta que vai exigir o maior volume de recursos é conceder a Gratificação por Atividade de Magistério para servidores da Educação CATIA SEABRA O governo José Serra (PSDB-SP) estuda a adoção
de um pacote de medidas destinadas ao funcionalismo público que,
juntas, podem representar um gasto R$ 730 milhões ao ano. No ano eleitoral de 2010, a Comissão de Política
Salarial do governo analisa três propostas, atendendo a reivindicações
dos servidores da Educação, da Segurança Pública
e da Administração Penitenciária. As propostas dependem ainda de aprovação
da equipe econômica do governo Serra e do próprio governador. Dentre as propostas, a que exigiria maior volume de recursos
é a incorporação da GAM (Gratificação
por Atividade de Magistério) às aposentadorias na Educação.
Hoje, essa gratificação é concedida apenas aos servidores
da ativa. Mas, pela proposta do secretário da Educação,
Paulo Renato Souza, ela seria estendida aos aposentados. Numa reunião com tucanos, Paulo Renato afirmou que
a secretaria teria capacidade para cobrir essa despesa adicional. O medo
é que outras categorias do serviço público reivindicassem
o mesmo benefício. Em favor da proposta, integrantes do governo alegam que funcionários aposentados já têm obtido, na Justiça, a incorporação dessas gratificações. Em resposta, a equipe econômica do governo alega que as decisões judiciais costumam demorar, sem produzir impacto imediato. Segurança A proposta em estudo na Comissão de Política
Salarial prevê um gasto extra de R$ 80 milhões com o aumento. Pelo regime atual, são necessários 35 anos
de serviço para concessão do benefício. Pela nova
proposta, o tempo de serviço passaria para 30 anos. Ainda na área de Segurança, a Comissão
de Política Salarial discute a proposta que reduziria disparidades
entre os três níveis do ALE (Adicional de Local de Exercício)
pago aos policiais civis e militares. Hoje, os policiais civis e militares recebem um auxílio
variável segundo o tamanho da cidade em que atuam: de até
200 mil habitantes, de 200 mil a 500 mil, e acima de 500 mil habitantes. Esse auxílio nasceu como incentivo para que os policiais
trabalhassem em áreas de maior criminalidade, em vez de optarem
pelo interior. Hoje, porém, o argumento dos servidores é
de que os índices de violência não dependem do tamanho
da cidade. A Secretaria de Segurança Pública apresentou
uma proposta que unificava o valor da gratificação. Mas
a ideia em discussão no governo é aumentar o valor do piso,
mantendo um incentivo para os que atuam nas grandes cidades. Essa foi uma reivindicação apresentada pela polícia durante o movimento de greve de 2008. Nascidas das reivindicações, essas propostas serão submetidas à equipe econômica, que sugere que se espere a evolução da receita para tomar qualquer medida após a crise. Comentário da UDEMO: De acordo com a reportagem, "Previsto ainda para março, o anúncio poderia atenuar a insatisfação no funcionalismo, debelando convocações de greve programadas para março". Portanto, a simples ameaça de uma greve já assustou o Governador, conforme havíamos anunciado. Não podemos nos contentar com tão pouco, até porque a GAM já está sendo incorporada e estendida a todos os aposentados, por via judicial. VAMOS PREPARAR A GREVE!
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