Trecho extraído de matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, de 17/01/10

 

[...] Desde 1995, os tucanos tiveram cinco secretários da Educação (Rose Neubauer, Gabriel Chalita, Maria Lucia Vasconcelos, Maria Helena Guimarães e Paulo Renato Souza).

Atual titular da pasta, o ex-ministro da área Paulo Renato procura justificar os resultados insatisfatórios dizendo que nos anos 90 a preocupação era com a universalização. "Agora é o período do salto de qualidade."

Ele também procura minimizar a resistência do professorado. "Nos períodos da Rose e dos secretários do governador Serra, a preocupação é com o aprendizado do aluno. O que está no centro não é a corporação [dos professores], mas a eficácia do ensino público."

Dados oficiais tabulados pela Folha mostram que entre 2002 e 2006 houve um grande aumento na taxa de reprovação dos alunos na rede pública, especialmente no ensino médio, que foi de 9,3% para 17,8%. Nos últimos anos, houve uma redução, chegando a 16% em 2008.

Romualdo Portela de Oliveira, especialista em políticas educacionais da USP, aponta a falta de continuidade como deficiência da gestão tucana. "Apesar de ser o mesmo partido, cada secretário teve uma agenda própria.", afirma [...]

Comentário da UDEMO:

Não é novidade! Com esta (falta de) política educacional e salarial, o resultado não poderia ser outro!

Decálogo
a ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais


1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;

2
Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;

3
Se não houver pessoal de secretaria,
de acordo com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;

4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática, o local não será utilizado;

5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio escolar,
não haverá consertos;

6

Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio não será pintado;

7

Se não houver verba para a contratação de contador para as escolas, não haverá prestação de contas à FDE;

8
Se não houver verba suficiente para a contratação de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;

9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;

10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola à comunidade, não serão realizadas

A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão ser objetos de ofícios da direção às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.