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Editorial
do Jornal Agora São Paulo, de 20/11/09
Nota
baixa para o governo
A prova do Saresp serve para avaliar o desempenho dos alunos
da rede estadual. Mas se há alguém que com certeza se saiu
pior do que o esperado no exame foi o governo de São Paulo.
Para começar, a prova foi adiada por uma semana
depois que a empresa contratada para montar e distribuir os exames não
conseguiu entregá-los a tempo. Embora muito menos grave, o caso
fez lembrar o vazamento da prova do Enem, que obrigou o governo federal
a também adiar a sua realização.
Ocorre que um novo problema surgiu agora, durante a realização
do exame do Saresp. Para impedir que os alunos "colem" as respostas
de seus colegas, 26 cadernos de questões diferentes foram produzidos
-com as mesmas perguntas, mas colocadas em ordens diferentes. A cada caderno
corresponde uma folha de respostas específica. Na aplicação
das provas de português e matemática, nesta semana, ocorreram
erros de montagem, e muitos estudantes receberam folhas de resposta com
ordens diferentes daquelas dos cadernos de questões.
A Secretaria de Estado da Educação diz que
problemas assim podem ocorrer em uma prova desse porte -2,5 milhões
de estudantes são avaliados no Estado- e garantiu que não
haverá prejuízo para os alunos. Para isso, o cuidado na
hora da correção terá de ser redobrado. O que se
espera é que dessa vez o desempenho do governo seja melhor.
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Decálogo
a
ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas
de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais
1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;
2
Se não houver pessoa responsável
pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;
3
Se não houver escriturários e secretário,
de acordo com o módulo, não haverá entrega
de documentos na DE;
4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática,
o local não será utilizado;
5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos
no prédio escolar,
não haverá consertos;
6
Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio
não será pintado;
7
Se não houver verba para a contratação
de contador para as escolas, não haverá prestação
de contas à FDE;
8
Se não houver verba suficiente para a contratação
de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;
9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;
10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar
a escola à comunidade, não serão realizadas
A
nossa escola é, por previsão constitucional, pública
e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos.
Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens
acima, deverão ser objetos
de ofícios da direção às Diretorias
Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor
de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores
associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto
de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia
ao Ministério Público e propositura de Ações
Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento
das suas obrigações para com as unidades escolares
e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.
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