Atraso de salário desespera professora

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, de 21/06/09
Babá é presa sob acusação de tentar afogar menino de 2 anos

DA SUCURSAL DO RIO

A babá Elane de Souza Vieira, 53, foi presa anteontem à noite, acusada de tentar afogar um menino de dois anos e seis meses que estava sob seus cuidados. A tia da criança ligou para a Polícia Militar afirmando ter flagrado a agressão. A babá, que também disse ser professora de inglês, nega a acusação.

A família do menino mora num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, bairro de classe média alta do Rio.

O delegado Robson Gomes disse que um PM gravou com um celular a babá confessando a agressão enquanto era levada para a delegacia.

Na versão de Elane, o garoto escorregou na banheira, durante o banho, e ela o agarrou forte pelos braços e pernas para impedir o afogamento. Ela disse que a tia do menino confundiu seu gesto de socorro com agressão.

A mãe da criança disse à polícia que desconfiava da babá. Afirmou que o menino mudou de comportamento, desde que ela foi contratada, há apenas um mês.

Moradora de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Elane disse que aceitou o emprego doméstico por estar há quatro meses com o salário de professora atrasado.

 

Decálogo
a ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais


1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;

2
Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;

3
Se não houver escriturários e secretário,
de acordo com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;

4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática, o local não será utilizado;

5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio escolar,
não haverá consertos;

6

Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio não será pintado;

7

Se não houver verba para a contratação de contador para as escolas, não haverá prestação de contas à FDE;

8
Se não houver verba suficiente para a contratação de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;

9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;

10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola à comunidade, não serão realizadas

A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão ser objetos de ofícios da direção às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.