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O que faz o cérebro criativo? Suzana Herculano-Houzel Duas semanas atrás,
manifestei aqui minha decepção com a falta de originalidade
humana na hora de criar extraterrestres para filmes e livros, o que tem
suas origens na limitação da nossa capacidade de imaginação
pela experiência sensorial do cérebro. Ainda assim, esse
cérebro que só propõe mesmices alienígenas
é capaz de dar soluções novas a problemas cotidianos.
Como? Ainda por meio da
criação de novas combinações dos elementos
de que dispomos. Minha filha, em plena
descoberta da semântica aos oito anos, nos oferece uma experiência
do processo criativo propondo uma série de charadas. "Por
que o Abominável Homem das Neves é azarado?", pergunta.
Imagens de gelo, montanhas e seres enormes vêm à cabeça
-nada que ajude a encontrar uma resposta que conecte o Yeti ao azar. Depois
de insistirmos em um caminho que não leva a nada, ela dá
a resposta: "Porque ele tem pé frio!". Rimos, enquanto nosso
sistema de recompensa registrava o valor de quebrar as expectativas, abandonar
o caminho tradicional, mais fácil, e ver a mesma informação
de outra perspectiva, usando um conjunto diferente de regras. A ativação do sistema de recompensa com a quebra de expectativa, base do humor, não só torna o processo criativo prazeroso como nos faz querer mais dele. Deixo, então, um convite para você usar sua flexibilidade cognitiva e responder: por que o macaco-prego não gosta de entrar no mar? Não é porque ele enferruja... SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, professora da UFRJ, autora do livro "Fique de Bem com o Seu Cérebro" (Editora Sextante) e do site O Cérebro Nosso de Cada Dia
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Decálogo A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens acima,
deverão ser objetos de ofícios
da direção às Diretorias Regionais de Ensino,
a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
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