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Economia
e Educação
O Sistema Econômico caminha a passos
largos pela Extração-Produção - Distribuição.
O pensamento e as ações que dele emanam são
dirigidos pelo neoliberalismo e é originário e aperfeiçoamento
do capitalismo. Isto se chama ideologia. Tem por princípio
concentrar o poder econômico e para isso o desenvolve na forma
linear, de maneira a construir uma rede específica do poder
do dinheiro que supera até o da própria cadeia produtiva.
Passa por cima de tudo incluindo o poder político e a ele
domina.
O poder político
é um poder de governo de um povo que deve vir do próprio
povo e para ele ser exercido. O trabalho do governo é em
primeiro lugar cuidar do povo. No entanto está sendo superado
e muitas vezes corrompido pela economia. Ao supervalorizá-la,
em nome do desenvolvimento, coloca as pessoas em segundo plano.
Estas, muitas vezes inconscientes, se deixam escravizar pelo trajeto
linear do dinheiro que provoca o individualismo ferrenho, busca
o lucro concentrado em poucos, mas, produz poder e poderosos. Então
são impelidas a aderir ao dinheiro e para tanto se deixam
dominar pelo mercado que excita a comprar, ter, possuir e a trabalhar
para isso. É uma realidade que conduz a se sujeitar a qualquer
tipo e tempo de trabalho Se não for assim outros problemas
surgirão e um deles é não ser aceito pela sociedade
de novidades consumistas.
Esse jogo de poder do
dinheiro percorre todas as atividades e ações humanas.
Afirma a necessidade de consumir e por isso conquistar respeito
e aceitação social.
De toda a cadeia produtiva
dos nossos dias dois grandes vilões se destacam: a tecnologia
e o desenvolvimento não sustentável.
O primeiro por inventar
geniais instrumentos de comunicação e pesquisa em
função delas cria constantes programas, aparelhos,
peças, descartes que vêm alimentando o consumo exagerado.
O segundo, em vista de maior concentração do dinheiro,
e devido à exploração das nações
consideradas de primeiro mundo, vai buscar em outros países
o que lhe falta, destruindo a biodiversidade do planeta terra. A
Vida em todas as suas espécies está sendo ameaçada,
violada, violentada.
O triste é perceber
que só uma educação renovada pode fazer circular
o desenvolvimento, mudando seu caminhar linear pelo circular que
dê destaque ao direito de vida digna para todos, que produza
à união, permita a reivindicação, a
participação. Porém, constata-se estarmos longe
disso.
O sistema de educação
pública é dirigido por governos que pensam controlar
a economia, mas, são por ela controlados. Em São Paulo
esse controle, anunciados nos pretensos projetos de qualificação
da educação, vem dividindo a rede e a opinião
pública Usa para isso bônus, Índices, méritos.
De um lado ficam os que enxergam que é preciso qualificar
o sistema educacional não só com o dinheiro, mas,
que a remuneração justa e digna de um serviço
prioritário, leve às escolas, um serviço educativo
eficaz e eficiente que gere mudanças. Para tanto precisa
de objetivos claros que não só transforme o processo
educativo em números de promoções, freqüências
e prêmios que são considerados pelo governo como bons
desempenhos. O bom desempenho de uma escola precisa aparecer em
comportamentos humanos dignos, em geração de novas
e competentes ações e só após isso serem
transformadas em números que promovam ,e, em novos conhecimentos
e ações que enriqueçam a vida e a cultura.
Do outro ficam os que preferem jogar na loteria introduzida na educação
através dos citados bônus, índices e méritos
todos transformando o processo educativo em números, cifras,
em quantidades. Iludem, dividem, enganam. Que melhoras se constada
na base do processo educativo? E nas relações sociais?
Onde está a mudança de qualidade em atividades, conteúdos
comportamento, disciplina, limites? Tudo isso se mostra quase imperceptível
em todos os organismos escolares: na sua direção,
incluindo a coordenação pedagógica, nos professores,
nos inspetores de alunos, nos alunos, nos pais... Salvo raríssimas
exceções.
A escola pública
se torna um dos grandes se não o maior dos problemas sociais.
Por isso necessita de ação conjunta da sociedade de
valores. Boa remuneração é necessária,
mas, tem que aparecer no resultado do serviço, no processo
pedagógico como um todo, o que encontra mais chance na promoção
do desenvolvimento circular que a todos contemple. Qualidade e quantidade
são partes de um mesmo processo. Porém quantidade
não pode se sobrepor à qualidade, mas, dela ocorrer.
A escola pública
recolhe a sociedade. Nela se encontra a violência em todas
suas modalidades. Nela se registra a desavença e desarranjo
das famílias e da ausência da educação
familiar. Nela se convive com as classes sociais mais empobrecidas
e necessitadas. Por isso o serviço tem que ser o melhor e
em conjunto com outros movimentos e instituições sociais
necessariamente saudáveis. A escola pública deve ser
a preocupação de todos que se ocupam com mudanças
e não só dos que nela trabalham. Não podemos
nos iludir e sim reagir à política econômica
de governo que está a maltratá-la.
Ruth Carvalho da Costa
Mestra em Educação
Regional Ribeirão Preto
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