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Matéria publicada no
Jornal Diário de SP, de 13 de maio de 2010
Professores readaptados
podem pedir aposentadoria especial
Caso em Bauru abre precedente
para novos pedidos
Uma decisão
inédita no País abre as portas para que professores
readaptados aqueles que estão impossibilitados de
dar aulas, mas que exercem outras funções dentro da
escola obtenham aposentadorias especiais, assim como os profissionais
de magistério regulares.
A professora
de Educação Artística de Bauru Elisa Aparecida
Magnani, 50 anos, está readaptada em outra função
na escola estadual Ernesto Monte por problemas de saúde desde
2005 e, portanto, não teria direito à aposentadoria
especial.
Porém,
a 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP)entendeu como
procedente um mandado de segurança impetrado pela advogada
dela, Adriana Cabello dos Santos, em 2009. A decisão saiu
esta semana.
Entenda
Em 2006, uma lei federal concedeu a professores o direito à
aposentadoria especial. Ou seja, foram diminuídos cinco anos
de idade e contribuição. Assim sendo, para o homem,
a redução da idade foi para 55 anos e 30 de contribuição.
E para a mulher, 50 e 25.
Porém,
os professores readaptados não foram contemplados. Em outubro
de 2008, a Procuradoria Geral da República entrou ainda com
uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), que
foi parcialmente concedida e teve acórdão publicado
em 2008. Pela lei, funções de magistério são
aquelas que os professores exercem em sala de aula, de assessoria
pedagógica, coordenação e direção
de escola. Ou seja, professores readaptados estão excluídos.
A advogada
entrou com o mandado de segurança na 2.ª Vara da Família
e Sucessões de Bauru pleiteando a certidão de contagem
de tempo de aposentadoria para conceder o benefício à
Elisa. Minha cliente exerce função equivalente
à de assessoramento pedagógico. Portanto, ela está
amparada pela lei de 2006.
A ação
foi considerada procedente em primeira instância na Comarca
de Bauru e foi mantida pelo TJ/SP. Foi algo inédito.
Todos os professores readaptados devem fazer o mesmo que Elisa.
É direito deles.
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