Matéria veiculada no "Portal Aprendiz", em 27/06/07.

Em que idade o filho deve ser alfabetizado?


Com apenas 4 anos de idade, a brasiliense Camila Figueiró Dias aprendeu a ler e escrever. Bastaram os primeiros contatos com as letras no jardim de infância para que ela, por conta própria, corresse atrás do resto. Hoje, com 5 anos, a pequena consegue até acompanhar filme legendado na TV. "Ela é terrível", diverte-se o pai, Renato Dias. Enquanto a família de Camila se envaidecia, os casais conhecidos se preocupavam. Seus filhos, com a mesma idade, ainda estavam longe de esboçar qualquer intimidade com a leitura e a escrita. Para especialistas, porém, isso não é motivo para preocupação. Na alfabetização, cada criança tem seu próprio ritmo. Segundo o neuropediatra e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Nogueira Aucélio, a faixa de tempo da alfabetização é ampla, dos 4 aos 7 anos. "Depende do desenvolvimento cerebral. Antes da alfabetização, o cérebro tem de passar por diversas fases. Uma delas é a aquisição das noções de espaço e tempo. Outra é a coordenação motora fina, como fazer bem o

movimento de pinça com os dedos." Mas nem tudo depende só da criança. Ela pode ser incentivada a se interessar pela leitura e pela escrita. "O meio social e educacional influencia", diz Maria Regina Maluf, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) especializada em Psicologia do Desenvolvimento e da Educação. De acordo com ela, os pais devem desde cedo dar livros infantis para os filhos, oferecer lápis e papel para que rabisquem e ler histórias antes de dormir, por exemplo. "É ler história. Não é contar, o que é diferente. Quando o pai lê uma história com um livro, o filho fica curioso para saber o que aqueles riscos no papel significam", afirma. Nas escolas particulares, é comum que as crianças cheguem à 1ª série, aos 7 anos, já alfabetizadas. Nas escolas públicas, elas muitas vezes só vão aprender a ler e escrever com essa idade. Essa diferença, em primeiro lugar, ocorre porque as crianças mais pobres normalmente não têm a oportunidade de passar pelo jardim de infância ou pela pré-escola. Quando passam, o contato com as letras nem sempre é prazeroso. O segundo motivo para a alfabetização só ocorrer na 1ª série está em casa. A pobreza na maioria das vezes está ligada à baixa escolaridade. Se os pais não se interessam pela leitura, é de se esperar que não encorajem os filhos no bê-á-bá. "Tudo depende da sensibilização", diz a professora Maria Rita. "Essa sensibilização inicial fará diferença em toda a vida escolar." Os especialistas também chamam a atenção para o fato de que o interesse pelas letras deve partir da própria criança. Aos pais e ao jardim de infância cabe apenas estimular, sem forçar os pequenos a aprender logo a ler ou escrever. "Tem de ser natural", afirma o neuropediatra Aucélio, acostumado a atender pais preocupados com o filho que ainda não lê aos 6 anos. "Se a criança é forçada, ela pode se sentir cobrada demais e ter problemas emocionais, de auto-estima. Pode até ficar com medo da escola, ter horror aos estudos." (Agência Estado)

Decálogo
a ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais


1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;

2
Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;

3
Se não houver escriturários e secretário,
de acordo com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;

4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática, o local não será utilizado;

5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio escolar,
não haverá consertos;

6

Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio não será pintado;

7

Se não houver verba para a contratação de contador para a escola, não haverá prestação de contas à FDE;

8
Se não houver verba suficiente para a contratação de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;

9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;

10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola à comunidade, não serão realizadas

A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos.

Todas as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão ser objetos de ofícios da direção às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.