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Matéria
publicada no Jornal Diário do Grande ABC, de 15/10/09
Educadores
planejam nu coletivo em ato por reajuste
Da AE
Professores, diretores e supervisores da rede estadual
de ensino de São Paulo prometem realizar no próximo dia
15 de outubro, Dia do Professor, o "Dia do Nu Pedagógico",
como protesto por melhores salários. A manifestação
contra as propostas do governo acontecerá a partir das 14h, em
frente à Secretaria Estadual da Educação, na Praça
da República, no Centro de São Paulo, segundo o Udemo (Sindicato
de Especialistas de Educação do Magistério Oficial
do Estado).
De acordo com o sindicato, o protesto estima reunir cerca
de 10 mil pessoas ligadas a entidades como o Afuse (Sindicato dos Funcionários
e Servidores da Educação), CCP (Centro do Professorado Paulista),
Apampesp (Associação dos Professores Aposentados do Magistério
Público do Estado de São Paulo) e Sindicato de Supervisores
do Magistério no Estado de São Paulo.
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Decálogo
a
ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas
de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais
1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;
2
Se não houver pessoa responsável
pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;
3
Se não houver escriturários e secretário,
de acordo com o módulo, não haverá entrega
de documentos na DE;
4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática,
o local não será utilizado;
5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos
no prédio escolar,
não haverá consertos;
6
Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio
não será pintado;
7
Se não houver verba para a contratação
de contador para as escolas, não haverá prestação
de contas à FDE;
8
Se não houver verba suficiente para a contratação
de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;
9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;
10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar
a escola à comunidade, não serão realizadas
A
nossa escola é, por previsão constitucional, pública
e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos.
Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens
acima, deverão ser objetos
de ofícios da direção às Diretorias
Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor
de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores
associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto
de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia
ao Ministério Público e propositura de Ações
Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento
das suas obrigações para com as unidades escolares
e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.
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