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A Notícia, 27/07/2010
- Joinville SC
Precisa-se de professor
Número de profissionais
com licenciatura é cada vez menor na rede de ensino de Joinville.
Dez a cada 30 professores de química, física e sociologia
do ensino médio das escolas estaduais de Joinville não
passaram por um curso de licenciatura nestas áreas, assim
como 10% dos professores das demais disciplinas. Estes números
revelam um problema nacional que atinge também a cidade:
a escassez de profissionais especializados para dar aulas em matérias
como geografia, inglês e artes. O problema é mais evidente
na rede pública, onde os salários e as condições
de trabalho fazem da sala de aula um campo de trabalho pouco atrativo.
Entre cursar a licenciatura e o bacharelado, muitas vezes
eles optam pelo segundo porque veem mais oportunidades. Mas a formação
pedagógica trazida pela licenciatura é essencial,
destaca a pesquisadora Maria Aparecida Lapa de Aguiar, da Universidade
da Região de Joinville.
Segundo a pesquisadora,
a falta de professores com licenciatura pode trazer problemas para
os alunos. O conhecimento técnico do engenheiro e do
médico é importante, mas a formação
pedagógica só é possível por meio da
licenciatura, diz. Como está cada vez mais difícil
encontrar profissionais formados, a solução tem sido
contratar, em caráter temporário, professores de áreas
afins e bacharéis para não deixar nenhuma turma sem
professor, diz a supervisora de desenvolvimento humano da
Gerência Regional de Educação, Ieda Medeiros.
Formados em biologia dão aula de química; professores
de história ensinam sociologia, exemplifica.
A professora de física Márcia Siewert
é um exemplo. Ela é uma das poucas formadas em licenciatura
em física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
a atuar na rede pública. Eu gosto do que faço,
mas um estagiário de engenharia e até um funcionário
que só fez o ensino médio ganha mais, por isso penso
em voltar para a universidade e fazer engenharia, diz. Meu
salário, líquido, é de cerca de R$ 1 mil por
mês para trabalhar como temporária, em três escolas
estaduais, diz. MARIANA PEREIRA
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