Assembleias: cuidado com as infiltrações !


O lamentável episódio ocorrido na sexta-feira, dia 26 de março, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, em que a imprensa registrou cenas de violência e vandalismo, serve de lição para os colegas mais ingênuos, que ainda não conheciam esta velha tática: infiltrar agitadores nos movimentos de massa.

Se você acompanhou alguns lances das reportagens pelo Uol, por exemplo, pôde ver que muitas pessoas que ali estavam, atirando pedras e paus, não tinham nenhuma ligação com os professores. Há uma cena (veja a foto abaixo) em que, supostamente, "um policial à paisana socorre uma soldado ferida". Essa soldado teria recebida uma paulada na cabeça. Colocando o zoom na foto, você pode perceber que, estranhamente, não há sequer um arranhão no seu capacete.

Colegas que estavam no local, no momento do fato, afirmam que quem socorreu a soldado foi um professor. Porém, o próprio comando da Polícia Militar correu para "desmentir" a versão, alegando que "a soldado foi socorrida por um policial à paisana, infiltrado entre os grevistas."

Essa foi a declaração do Comando da Polícia Militar.

Portanto, colega, cuidado com os agitadores infiltrados: eles são pagos para isso. Para fazer crer à população que os professores são vândalos e que, por isso, o governo está certo em tratá-los como vândalos.

Desta vez não deu certo! O infiltrado foi traído pelos infiltradores. Governo X Governo.

Decálogo
a ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais


1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;

2
Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;

3
Se não houver pessoal de secretaria,
de acordo com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;

4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática, o local não será utilizado;

5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio escolar,
não haverá consertos;

6

Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio não será pintado;

7

Se não houver verba para a contratação de contador para as escolas, não haverá prestação de contas à FDE;

8
Se não houver verba suficiente para a contratação de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;

9
Se a mão de obra provisória
não for qualificada, será recusada;

10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola à comunidade, não serão realizadas

A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão ser objetos de ofícios da direção às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.