Senhoras Mães, Senhores Pais, Prezadas Alunas, Prezados Alunos.

Estamos em greve. Ao contrário do que afirma o governo, essa greve não é política. Política é o que faz o Governador, pagando propaganda em todos os Estados e municípios do País. Enquanto ele gasta fortunas com essa propaganda, nossas escolas continuam sem professores, sem funcionários, sem infraestrutura e sem poder atender bem os seus alunos. Para dizer que a escola pública melhorou neste Governo (o que não é verdade!), a Secretaria da Educação mudou a forma de cálculo das avaliações do Saresp (sistema de avaliação do Estado). Com isso, o Governo descobriu mais um meio de enganar a população, afirmando que a educação melhorou. Com relação aos salários dos professores, o Governo afirma ter concedido um reajuste de cerca de 15% para a categoria. Mentira!

Pelo projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa, o aumento real será de meio por cento este ano, um por cento em 2011, e dois por cento em 2012.

Por tudo isso, estamos em greve. Desta vez, não apenas por causa dos salários, mas sim, e principalmente, pelas péssimas condições de ensino e aprendizagem nas escolas, pelo descaso deste Governo com a escola pública, e pelo gasto abusivo de dinheiro com propaganda, dinheiro esse que deveria ser investido em educação e saúde.

Contamos com a sua compreensão. Contamos com a sua aprovação. Contamos, principalmente, com a sua participação !

Um grande abraço.

 

Decálogo
a ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais


1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;

2
Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;

3
Se não houver pessoal de secretaria,
de acordo com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;

4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática, o local não será utilizado;

5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio escolar,
não haverá consertos;

6

Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio não será pintado;

7

Se não houver verba para a contratação de contador para as escolas, não haverá prestação de contas à FDE;

8
Se não houver verba suficiente para a contratação de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;

9
Se a mão de obra provisória
não for qualificada, será recusada;

10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola à comunidade, não serão realizadas

A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão ser objetos de ofícios da direção às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.