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Matéria publicada
no jornal folha de São Paulo, de 25/06/10
Prefeitura dará
aumento para professor
Projeto aprovado na Câmara
eleva em 33,7% os salários de docentes e outros profissionais
da rede municipal
Benefício será
dado em três parcelas; emenda da oposição dá
aumento maior que o previsto na proposta de Kassab
JOSÉ BENEDITO
DA SILVA
DE SÃO PAULO
O reajuste salarial de
33,7% aprovado anteontem pela Câmara Municipal de São
Paulo vai beneficiar 92 mil profissionais da rede municipal de ensino
-74 mil da ativa e 18 mil aposentados.
Terá impacto extra
de R$ 1,5 bilhão dentro de quatro anos na folha da prefeitura.
O aumento será concedido em três parcelas de 10,19%,
pagas em maio de 2011, maio de 2012 e maio de 2013.
Outros profissionais
da Educação também receberão o reajuste,
como agentes escolares e auxiliares técnicos.
O projeto original apresentado
pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) previa três parcelas de
8,69%.
Mas uma emenda apresentada
por vários partidos -PT, PMDB, PR, PCdoB, PTB e PSC- elevou
em 1,5 ponto percentual cada etapa.
Segundo projeções
da Câmara, já em 2011 haverá um impacto extra
na folha de pagamento de R$ 430,2 milhões. Em 2014, com o
reajuste completo, esse impacto chegará a R$ 1,571 bilhão.
DISPUTA
"A prefeitura tem elevado a arrecadação, tem
sobra de caixa", afirmou José Américo (PT), que
tentou o tempo todo evitar que a bancada governista ficasse com
o mérito exclusivo do projeto.
"Nós negociamos
mais de 28% e a oposição, 4,5%", ironizou Claudio
Fonseca (PPS), governista e presidente do Sinpeem (Sindicato dos
Profissionais em Educação no Ensino Municipal), que
negociou com Kassab.
A emenda da oposição
foi assinada por todos os vereadores, inclusive o líder do
prefeito na Câmara, José Police Neto (PSDB), e aprovada
pelos 47 parlamentares presentes -há 55 vereadores. Cerca
de 1/3 deles deverão disputar eleições neste
ano.
SANÇÃO
Segundo Police Neto, Kassab vai sancionar o projeto, mesmo com a
emenda aprovada na Câmara, pois havia um acordo com cinco
sindicatos da categoria e um estudo mostrando que o impacto pode
ser suportado pela prefeitura.
Em nota, a Secretaria
da Educação afirma que a emenda que elevou o reajuste
foi feita "em concordância com o governo municipal".
A nota diz que, "desde
2005, a prefeitura vem trabalhando pela valorização
dos profissionais da educação" e que a gestão
Kassab já havia concedido reajustes que somavam 40,9%, que
recuperaram "as perdas salariais sofridas nos anos anteriores".
O piso salarial atual
para um professor com formação universitária
e jornada de trabalho de 20 horas semanais é de R$ 1.709.
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Comentário da UDEMO:
A Prefeitura concedeu
esse novo reajuste, parcelado. Antes, ela já havia concedido
outro. A mesma proposta de parcelamento havia sido levada pela UDEMO
ao Secretário da Educação e ao Governador do
Estado. Resposta: nenhuma! A União vai conceder até
56% de reajuste para o funcionalismo, em especial, o magistério.
Já o Estado de São Paulo, através do seu governador
e do seu Secretário da Educação, afirmam que
"já concederam todos os reajustes possíveis e,
em nenhum outro governo, a educação foi tão
valorizada".
Dá pra acreditar? Dá pra
levar esse governo a sério?
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