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Matéria publicada no
Jornal Agora SP, de 24/06/10
Escola fica sem aula
de matemática
William Cardoso
Oito turmas, de 5ª e 6ª séries,
da Escola Estadual Lasar Segall, na Vila Mariana (zona sul de SP),
estão sem professor de matemática de forma permanente
desde o início do ano. As aulas eventuais, a falta de avaliação
e a descontinuidade no ensino provocaram a revolta dos pais no fim
do primeiro semestre. Nem os pais nem a Secretaria de Estado da
Educação souberam informar quantos alunos são
prejudicados pelo problema
Mãe de aluna da 5ª série,
a auxiliar de limpeza Maria Aparecida Batista da Silva, 33 anos,
diz que recebeu o boletim da filha sem nota alguma na disciplina,
mas, quando consulta a internet, aparece a nota 5 --mesmo a garota
não tendo realizado avaliações anteriores.
"Minha filha é bastante interessada, mas fica desestimulada
com isso. Pensei até em trocá-la de escola, mas também
não há vaga em outro lugar", diz.
O recepcionista Claudio Siqueira, 44 anos, também
tem filho na 5ª série e duz que a falta de professor
de matemática é só parte do problema. "De
forma geral, a educação como um todo está uma
bagunça. Isso é só a ponta do iceberg",
afirma.
Formação
Coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC,
Neide de Aquino Noffs afirma que a matemática é fundamental
na formação e que os alunos acabam prejudicados quando
não há aula. A disciplina ajuda o indivíduo
a pensar o mundo de forma lógica. "Não é
só tabuada e cálculo", diz.
Neide afirma também que a perda de continuidade
é prejudicial. "A sequência didática é
relevante para a aprendizagem. Ninguém aprende por salto.
É pela perseverança, pela naturalidade das circusntâncias."
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