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Matéria
publicada no jornal Diário de São Paulo, de 10/10/09, pág.
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Cartilha
prevê que aluno pague material depredado em escola
(Clique
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DANIELLE BORGES
Secretaria afirma
que regras dão respaldo a diretores e professores para tratar casos
de violência na rede
Uma nova cartilha
distribuída às 5.400 escolas da rede estadual de ensino,
nos últimos 2 meses, endurece as regras de disciplina e conduta
para os alunos. A cartilha enumera 30 condutas reprováveis no ambiente
escolar e, portanto, passíveis de punição. E estabelece
sanções que vão desde a advertência verbal
e transferência compulsória (para as faltas mais graves)
até ressarcimento de danos causados pelos estudantes. O documento
pertence a um pacote de ações de enfrentamento da violência
nas escolas públicas, elaborado após uma série de
casos de violência e agressões em unidades de ensino.
Entre as ações
consideradas inaceitáveis no ambiente escolar, e que são
listadas nas "Normas Gerais de Conduta Escolar", estão
pequenos atos de indisciplina, como deixar a sala de aula sem a autorização
do professor, até situações mais graves, como casos
de agressão física e verbal contra professores e funcionários
das escolas.
O material prevê
também que, em caso de depredação de bens e materiais
escolares, além das punições disciplinares, o aluno
(ou seus responsáveis) pode ser responsabilizado financeiramente
pelos prejuízos.
"Essas normas
tornam a disciplina nas escolas mais rígida. Até agora,
a escola pública é uma escola de impunidade. Mas isso começa
a mudar. Com as normas definidas, os diretores se sentem mais seguros
para agir e tomar providências diante de alunos indisciplinados",
avalia Luiz Gonzaga de Oliveira, presidente do sindicato dos diretores
de escola (UDEMO)
Mais autoridade
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, com material,
a idéia é dar mais respaldo às decisões tomadas
pelos diretores e professores. "As Normas Gerais de Conduta são
parte de programa de proteção escolar e um instrumento para
fortalecer a autoridade de professores e diretores no dia-a-dia, quando
eles têm que lidar com os mais diversos problemas e casos de violência",
diz Guilherme Bueno, secretário-adjunto da Secretaria Estadual
de Educação. Além da cartilha, a Secretaria também
conta agora com um sistema online de notificação de casos
de violência. "Recebemos os casos e orientamos o diretor caso
ele tenha dúvidas", diz.
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Decálogo
a
ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas
de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais
1
Se não houver merendeira na escola,
não será fornecida a merenda;
2
Se não houver pessoa responsável
pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;
3
Se não houver escriturários e secretário,
de acordo com o módulo, não haverá entrega
de documentos na DE;
4
Se não houver verba para compra
de material e manutenção da sala de informática,
o local não será utilizado;
5
Se não houver recursos para reparos e vazamentos
no prédio escolar,
não haverá consertos;
6
Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio
não será pintado;
7
Se não houver verba para a contratação
de contador para as escolas, não haverá prestação
de contas à FDE;
8
Se não houver verba suficiente para a contratação
de funcionários pela CLT,
o dinheiro será devolvido;
9
Se a mão-de-obra provisória
não for qualificada, será recusada;
10
Se as festas não tiverem o objetivo de integrar
a escola à comunidade, não serão realizadas
A
nossa escola é, por previsão constitucional, pública
e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos.
Todas
as omissões do Estado, com relação aos itens
acima, deverão ser objetos
de ofícios da direção às Diretorias
Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor
de eventuais responsabilidades administrativas.
Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores
associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto
de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia
ao Ministério Público e propositura de Ações
Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento
das suas obrigações para com as unidades escolares
e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.
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