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Semana de Luta e de Luto: Carta aos políticos Nobre deputado (a), vereador (a), etc...
Em resumo, temos hoje aposentados excluídos de todos
os benefícios, discriminados nos projetos de reestruturação
de carreira, e sem reajuste salarial há já três anos.
Data-base desrespeitada. Escolas sem a mínima infra-estrutura.
Reposição obrigatória ("para inglês ver")
dos dias letivos perdidos com a suposta gripe suína, sem que haja
professores para esse trabalho. Direito à aposentadoria especial
- reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal - negado aos especialistas,
indiretamente, através de obstáculos impostos pela Administração.
Pagamento de precatórios com mais de dez anos de atraso. Nas escolas,
indisciplina e violência, sem solução, uma vez que
os próprios órgãos de segurança, que deveriam
dar conta desses problemas, atribuem-nos a causas sociais; ou seja, quem
existe para cuidar e resolver, agora é pago para justificar a sua
inoperância. Na linha desse total descalabro, surge uma Lei Complementar
(LC 1.093/2009) que coloca uma série de obstáculos para
a contratação de novos professores, fazendo com que muitas
escolas continuem sem docentes, de diversas disciplinas; algumas delas,
desde o início do ano letivo. Além disso, paga-se mal aos
profissionais da educação e investe-se pouco e mal no sistema
de ensino, priorizando-se a burocracia, os órgãos centrais
em detrimento das escolas e dos alunos. A cada novo governo correspondem novas "soluções
milagrosas" para a educação, que, na verdade, não
correspondem às reais necessidades da rede, dos alunos e dos profissionais,
piorando, sempre, as condições de ensino e de aprendizagem
nas nossas escolas. Agora, por exemplo, é um projeto de valorização,
por mérito, em que de 5.340 diretores candidatos, apenas 24 (0,5%)
conseguiriam chegar no topo da carreira, ao final de 13 anos. Mesmo que
todos eles tivessem a nota máxima em todas as avaliações.
O mesmo acontecerá com os professores. Em resumo, um engodo. É por todas essas razões que estamos solicitando
o apoio de Vossa Excelência para a nossa causa, que é a luta
por uma escola pública melhor e para todos. Só uma educação pública e de
qualidade pode garantir justiça social, num país de tantos
contrastes, como o nosso. E educação de qualidade só se consegue com profissionais motivados, bem remunerados, e com condições adequadas de trabalho. Na certeza de podermos contar com o apoio de Vossa Excelência, aproveitamos o ensejo para renovar os nossos votos de elevada estima e distinta consideração.
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