Bem-vindos a mais um 15 MINUTOS DE UDEMO. Hoje vamos falar de volta às aulas presenciais.
Sobre esse assunto, as opiniões são as mais abundantes e divergentes. Mas queremos começar com uma manifestação dos secretários de educação do estado de São Paulo e da Capital, publicada no UOL, dia 24 de julho: “Os pais de alunos da rede pública poderão escolher se querem ou não levar os filhos às escolas enquanto não houver uma vacina contra a Covid-19”.
Vamos repetir:“ Os pais de alunos da rede pública poderão escolher se querem ou não levar os filhos às escolas enquanto não houver uma vacina contra a Covid-19”.
Tal como Pôncio Pilatos: “lavo minhas mãos; a decisão sobre quem deve viver e quem deve morrer é de vocês”!
Nós imaginávamos que o ato seguinte, publicado em Diário Oficial, seria o pedido de exoneração desses senhores.
Se numa situação gravíssima como essa que estamos vivendo, quem decide são os pais, então para que secretários de estado e município?
Também deveria ser dissolvido o Centro de Contingência do Combate ao Coronavírus de São Paulo, cujo coordenador executivo é o Dr. João Gabbardo, médico, ex-assessor do então Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que, na mesma data, 24 de julho, afirmou o seguinte: "não vai ser possível reabrir as escolas do estado na data prevista”.
Colegas, tão ruim quanto a Covid-19 é o jogo que se está fazendo com ela, deixando a população ainda mais confusa e estressada.
Voltamos ao “palpite infeliz” dos dois secretários. Há pais sensatos e bem informados que vão preferir os filhos longe da escola, onde o risco de contágio é enorme; mas há pais que acreditam que a vacina é um veneno, que a terra é plana, que navios não navegam, e que a Covid-19 não existe, na realidade. Ela é uma invenção dos políticos e dos médicos. Estes vão enviar os filhos às escolas, com certeza! A maioria dos pais continuarão sem saber o que fazer. Principalmente aqueles que, precisando trabalhar, não têm com quem deixar os filhos, o que é um dado de realidade. Mas, lembramos, escola não é “lugar de deixar os filhos”. Escola é um ambiente-sócio cultural.
O que a Udemo pensa com relação à volta das aulas presenciais? É simples!
Resolvidos os problemas que obrigaram à suspensão das aulas presenciais, elas deverão voltar.
Repetindo:Resolvidos os problemas que obrigaram à suspensão das aulas presenciais, elas deverão voltar.
E quais são esses problemas?
As aulas presenciais colocam em risco a vida de milhões de alunos e milhares de profissionais da educação, porque a transmissão comunitária (nas escolas, nos transportes públicos, em espaços comunitários) poderá levar ao descontrole da covid-19;
Ainda não existe uma vacina contra o coronavírus;
Os tratamentos que estão sendo dispensados aos doentes estão ainda numa fase de ensaio e erro;
Todos os esforços deverão ser feitos para reduzir a taxa de aumento da doença no estado de São Paulo;
A suspensão das atividades presenciais deverá durar o quanto for necessário para combater a pandemia;
O Estado de São Paulo foi dividido em 5 regiões, classificadas por cores, da vermelha à azul, sendo a vermelha a pior, e a azul a melhor situação sanitária, com relação à pandemia.
Portanto, colegas, resolvidos todos esses problemas, definitivamente, e estando o estado de São Paulo na fase azul, as aulas presenciais deverão ser retomadas. Até lá, não!
Nossa primeira preocupação, neste momento, deve ser com vidas: as vidas dos alunos, de seus familiares e de todos os profissionais da educação. A vida e a saúde física, mental e emocional.
Não nos interessam as razões político-partidárias que estão por trás de tantas argumentações, contra-argumentações e ações irresponsáveis. Também não nos interessam as convicções políticas dos oportunistas de plantão. Ficamos com as evidências científicas.
Há um certo exagero em afirmar-se que os alunos perderão um ano na vida, argumento de quem defende a volta às aulas presenciais com urgência e a qualquer custo.
Não é esse o nosso ponto de vista; mas se fosse, teríamos de optar. O que é menos ruim? Perder um ano na vida ou a vida em um ano?
Obrigado, e até o próximo 15 Minutos de Udemo!
#FESL – Fé, Esperança, Solidariedade...e Luta !
“A situação caótica da escola pública só vai ser resolvida com a valorização do professor, entendida como respeito à profissão e melhores salários”. (Mozart Neves Ramos)