UDEMO |24/06/20 | Atualizado em
25/06/20 11:18

Nota Conjunta de Repúdio
ao Decreto nº 65.021/2020, de autoria do Gov. João Doria
São Paulo, 24 de Junho de 2020
As Entidades abaixo assinadas vêm por meio desta nota manifestar repúdio e indignação em relação ao
Decreto nº 65.021, de 19 de junho de 2020, e publicado no Diário Oficial do Estado no último sábado, dia 20.
O decreto dispõe sobre a declaração de déficit atuarial no Regime Próprio de Previdência do Estado e estabelece
que “havendo déficit atuarial no Regime Próprio de Previdência do Estado”, o Governo passará a
cobrar contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas que antes eram isentos: aqueles que
recebem, hoje, entre R$ 1.045,00 (salário mínimo) e R$ 6.101,06 (teto do INSS). O decreto também aumenta,
novamente, a contribuição de quem recebe acima do teto do INSS. Na mesma edição do Diário Oficial, a
Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão declarou o déficit atuarial e, de imediato, a SPPrev estabeleceu
o prazo de 90 dias para iniciar a cobrança.
Em um momento tão delicado quanto o de uma pandemia e após três anos sem nenhum reajuste salarial, é inaceitável que o Governador jogue nas costas dos aposentados e dos pensionistas a responsabilidade das
contas da Previdência do Estado. Tal medida prejudica de maneira desumana àqueles que estão entre os
grupos mais afetados pelo estado de calamidade pública durante a pandemia. Após décadas de contribuição
e de dedicação ao serviço público, mais uma vez, servidores são atacados e penalizados pelo Estado que
ajudaram a construir.
Reafirmamos a nossa luta em defesa dos serviços e dos servidores públicos e informamos que os Departamentos
Jurídicos das Entidades tomarão todas as medidas jurídicas necessárias e cabíveis com o objetivo de
impedir a implementação do Decreto 65.021/2020 do Governador João Doria!

#FESL – Fé, Esperança, Solidariedade...e Luta !
“A situação caótica da escola pública só vai ser resolvida com a valorização do professor, entendida como respeito à profissão e melhores salários”.
(Mozart Neves Ramos)