UDEMO | 15/06/20 | Atualizado em
15/06/20 17:14
EUFEMISMOS
Um grande professor de português – à época era este o nome do componente curricular – costumava dizer que o eufemismo era a mais simpática e cortês das figuras de linguagem. Era um sinal de cordialidade, urbanidade e polidez. “Descansou” é menos impactante que “morreu”; “isso não é bem uma verdade” é mais polido que “isso é mentira”; “é diferente” em vez de “errado” ou “feio” etc. Hoje, na educação, podemos detectar vários eufemismos: “alunos poderão cursar um quarto ano no ensino médio” soa melhor que “alunos deveriam repetir o terceiro ano do ensino médio”. Esses alunos são aqueles que queiram “recuperar o conteúdo pedagógico perdido em razão da pandemia do coronavírus”, ou seja, aqueles que “não aprenderam nada” (ou quase nada) através do ensino remoto, como era de esperar!
O único problema do eufemismo é que, embora colorindo a paisagem, ele não consegue mudar a realidade!
#FESL – Fé, Esperança, Solidariedade...e Luta !
“A situação caótica da escola pública só vai ser resolvida com a valorização do professor, entendida como respeito à profissão e melhores salários”.
(Mozart Neves Ramos)