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UDEMO | 18/05/20 | Atualizado em 18/05/20 14:27


FÉRIAS COLETIVAS!
EAD NÃO ESTÁ FUNCIONANDO!

  • Manchete da Folha de São Paulo – 18/5/2020 – “A escola home office não deu certo”. (Ronaldo Lemos). Pais e mães das classes mais ricas têm relatado pesadelo com ensino online. Trechos desta matéria. O experimento massivo de aprendizado remoto deu errado. Pergunte a qualquer pai ou mãe das classes mais ricas do Brasil como tem sido sua experiência com crianças em casa tentando aprender pelo computador e você ouvirá relatos próximos a um pesadelo. Mais do que isso, a ideia da escola “home office” é um vetor de aprofundamento de desigualdades. A pandemia evidenciou como o acesso à internet é mal distribuído no Brasil. Achar que a educação pode ser massificada online, com a atual escassez de conectividade e acesso a computadores e programas pela maioria absoluta da população no país, é devaneio de solucionista tecnológico. Além disso, o que fazer com alunos especiais, com deficiência, autismo e outras condições? Na esfera doméstica, esses estudantes jamais terão o suporte de que precisam. Em suma, não é o caso de desistir da educação remota, mas de entender as situações em que ela é adequada. Até isso acontecer, como política pública, o importante é investir na escola tradicional e começar por, no mínimo, levar banda larga de qualidade para TODAS as escolas públicas do país.
  • Estadão/UOL – 18/5/2020 - Oito em cada dez professores não se sentem preparados para ensinar online. Renata Cafardo. Trechos desta matéria. Quase dois meses depois de as escolas fecharem no País todo por causa da pandemia do coronavírus, 83% dos professores não estão preparados para ensinar online. E são eles que dizem isso, em pesquisa realizada pelo Instituto Península, à qual o Estadão teve acesso com exclusividade. Os docentes de redes públicas e particulares ainda se declaram ansiosos e nada realizados com o trabalho no momento atual. Quase 90% dos docentes informaram na pesquisa que nunca tinham tido qualquer experiência com um ensino a distância e 55% que não receberam, até agora, suporte ou treinamento para atuar de maneira não presencial. Sem orientação clara, os profissionais têm criado as próprias atividades. Não é à toa que 83% afirmaram se comunicar pelo WhatsApp com as famílias, em vez de usar ferramentas pedagógicas. Uma professora dá o seguinte depoimento: "Eu trabalho numa escola integral e tive alguma formação em tecnologia, mas, para o que estamos precisando agora, o que aprendi foi mínimo." A professora diz que ainda não conseguiu usar com suas turmas o Centro de Mídias, plataforma criada pelo governo do Estado para o ensino remoto durante a pandemia”. Para outra professora, "as coisas foram impostas de um dia para o outro, com o isolamento. Ninguém teve tempo de se preparar. Estamos fazendo o melhor possível, mas não é nem de longe o que a gente entende por educação. Isso é bastante angustiante."
  • A presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que poucas secretarias de Educação ou mesmo escolas particulares no País deram formação ou infraestrutura para professores em aulas não presenciais. A maioria dos profissionais tem usado seus próprios computadores, Wi-Fi ou celulares. "Não há preparação para aulas a distância que são muito diferentes das presenciais. Não é intuitivo saber o que fazer online para assegurar a aprendizagem dos alunos. Os professores estão indo na tentativa e erro. E isso tem causado ainda mais estresse a um profissional que está sendo muito demandado nesse período."
  • Emocional. A pesquisa ainda mostra que o cenário inclui uma saúde mental já prejudicada do professor. Quase 70% deles se disseram ansiosos e só 3%, realizados. E a maioria (75,2%) relatou que não recebeu até agora nenhum apoio emocional da escola em que trabalha. Mesmo em redes particulares, as equipes costumam se reunir online para discutir as abordagens pedagógicas durante a pandemia, mas raramente há grupos com psicólogos para que os professores possam expor o que sentem.
  • A primeira sugestão da Udemo foi acatada: FIQUE EM CASA! Esperamos que esta segunda também seja adotada: FÉRIAS COLETIVAS !

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