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UDEMO | 5/05/20 | Atualizado em 5/05/20 14:18


COVID-19: OS NOVOS MÉDICOS E A UTI

As universidades federais formaram, antecipadamente, desde o início da pandemia do novo coronavírus, 1.241 novos profissionais de saúde. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), são 1.058 médicos, 150 enfermeiros, 23 farmacêuticos e 10 fisioterapeutas. A antecipação da colação de grau desses profissionais está vinculada à atuação deles nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus.

Pode-se até nem saber exatamente para que serve uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas o simples anúncio de que não haverá UTIs suficientes no País para atender os pacientes com o novo coronavirus deixa a população em pânico. O ministério da saúde avaliou, no início da pandemia, que seria preciso criar mais de 1,6 mil leitos de UTI e mais de 22 mil leitos de enfermaria na primeira etapa de enfrentamento à doença. Então, UTI é basicamente leito, para casos graves e emergências. Um quarto com um médico e vários aparelhos. O simples anúncio da ampliação do número de leitos de UTI é suficiente para tranquilizar boa parte da população.

Autoridade no assunto, o Dr. Arnaldo Lichtenstein chama a atenção para um detalhe importante neste momento da pandemia, além das medidas preventivas. “Precisamos de mais leitos de UTI, sim, mas também dos profissionais de UTI, que são especializados: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc. São todos intensivistas. De nada adianta alocar para esses ambientes profissionais sem experiência. Não vai funcionar”.

Portanto, é louvável que milhares de médicos estão sendo colocados a serviço do tratamento de doentes com o novo coronavirus. A questão é saber se eles estão preparados para esse trabalho e, principalmente, se com o trabalho deles, os profissionais especializados terão mais tempo disponível para dedicar às UTIs. Porque, na UTI, curiosos e amadores, não!

Qualquer semelhança com o “ensino remoto” (primo pobre da educação a distância) não é mera coincidência. Para a UTI da educação pública, governos estão desviando milhares de professores. Uma área em que eles são totalmente inexperientes. E não contam com a infraestrutura necessária!


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