UDEMO | 05/11/19 9:21 | Atualizado em 6/11/19 12:55


Casa de Babel

“Casa da mãe Joana” é sinônimo de desordem, confusão, balbúrdia, desorganização, indisciplina e desrespeito. “Torre de Babel” tem quase o mesmo sentido, acrescido de soberba, arrogância. E fracasso nos projetos !

É por ali, no meio do caminho, entre uma e outra, que se encontra a escola pública paulista: a Casa de Babel ! A situação é de carência total: faltam professores, verbas, funcionários, infraestrutura. Os gestores não conseguem mais dar conta das atribuições regulares, normais, do dia a dia. Apesar disso, a cada semana (no limite, a cada quinzena) surge um novo projeto/programa exigindo ainda mais desses gestores. Parece que a cada nova carência da escola inventa-se um novo projeto, um novo questionário, que exigem ainda mais da sua inexistente infraestrutura. E, o que é pior, projetos/programas que têm muita chance de não darem em nada exatamente por causa dessas carências.

Será que é realmente necessário um questionário (mais um!) – a ser preenchido pelos gestores – para saber como está “o clima na escola”? Em pleno final de ano, com todo o acúmulo de tarefas, Saresp, ENEM etc? Será que algum “Método de Melhoria da Convivência Escolar” vai funcionar numa escola sem Diretor, Vice-Diretor, Professor Coordenador, professores, funcionários, verbas, merenda, papel higiênico?

Nunca se viu tanta carência na rede e, ao mesmo tempo, tantos projetos sendo impostos às escolas. Nunca se viu tanta confusão, contradição, desorganização, questionários e falta de planejamento. Também nunca se viu tanta soberba, arrogância, insensatez e insensibilidade na Secretaria da Educação.

Falta diálogo, sobram imposições! Faltam recursos, sobram tarefas !

É preciso dar um basta nisso ! Um dos princípios constitucionais da administração pública é o bom-senso, a razoabilidade. Outro, a finalidade, o interesse público.
Da forma como vem agindo, a Secretaria da Educação está passando por cima desses princípios, e tratando os gestores como se fossem máquinas, fantoches, colocando-os a serviço de propostas que de educação não têm nada ou quase nada !

As escolas públicas estão chegando no “ponto da virada”. Daí para o estouro e a ‘desobediência civil’ é um passo. Curto e sem volta !

Cuidado, Secretaria ! A continuar assim, a coisa vai estourar, logo ! E a culpa será exclusivamente dos senhores, que insistem em pressionar, explorar e desrespeitar os gestores!

 

 


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