Busque em nosso site

Siga-nos no Twitter

 

 

Escola precária, punição para a Diretora

A Diretora da EE MMDC, que fica na Moóca, Capital, foi "convidada" a tirar licença-prêmio e se inscrever na remoção, e será investigada, por ter dito a verdade a uma mãe de aluno sobre as condições da escola. Nessa escola, faltam professores de educação física, geografia, história, matemática, física e filosofia.

Provocada por uma mãe de aluno, a diretora teria dito-lhe o seguinte: “A senhora quer que escola pública funcione como escola particular, e não é assim”, referindo-se ao fato de que nas escolas particulares (que cobram de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00 de mensalidade) não faltam professores.

A mãe de aluno, sem avisar (o que é ilegal e antiético), gravou a conversa no celular e forneceu o conteúdo da gravação à imprensa (o que é antiético e ilegal).

A Secretaria da Educação, com base na notícia, afastou sumariamente a diretora, o que é antiético, ilegal e abusivo, uma vez que ela não teve direito sequer ao sagrado princípio constitucional da ampla defesa.

Já sai sentenciada e condenada, antes mesmo de qualquer processo. E, o que é pior, com base em prova duvidosa (a gravação nem sequer foi periciada), obtida de forma ilegal e fraudulenta.

E a EE MMDC, como fica?

Continua na Moóca. Com nova diretora, mas sem os professores de educação física, geografia, história, matemática, física e filosofia. E com os pais esperando que essa escola, algum dia, possa funcionar como uma boa escola particular: com professores e aulas.

Será que tem alguma coisa a ver com salários?